Ao Vivo
 
 
Siga ao vivo

Notícias

TV digital chega a mais 45 cidades do interior de SP

TV digital chega a mais 45 cidades do interior de SP

Desde quinta-feira, dia 22, os moradores de Franca, Ribeirão Preto e mais 43 cidades do interior de São Paulo já usam exclusivamente o sinal digital de TV. Na próxima quarta-feira, dia 28, Florianópolis (SC) e mais quatro cidades catarinenses passarão pelo mesmo processo de transição. As cidades de Juazeiro do Norte e Sobral, no Ceará, com previsão inicial de desligamento para fevereiro, tiveram o cronograma adiado pelo Gired (grupo responsável pela implantação da TV digital no Brasil) para o dia 28 de agosto. Segundo portaria do governo, o índice mínimo exigido para o fim das transmissões analógicas é de 90%. "O importante é que a população se prepare para não perder sua programação preferida. Queremos que todos continuem tendo em suas casas as informações, serviços e entretenimento gratuitos que apenas a TV aberta oferece", afirma o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik. O sinal digital chegará no mês de março aos moradores de Porto Alegre e mais 107 cidades do Rio Grande do Sul, São Luís e outros 10 municípios do Maranhão, além de Bauru, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, em São Paulo. Em maio, mais de 80 cidades terão o novo sinal de TV. Entre elas as capitais Aracajú (SE), Belém (PA), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Natal (RN) e Teresina (PI). O Gired irá se reunir no final do mês de março para apresentar a pesquisa de aferição do sinal digital nessas regiões. Conversores digitais - Os kits digitais compostos por conversor, antena e controle remoto continuam sendo distribuídos gratuitamente para famílias que participam de programas sociais do governo federal, como o Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família e Luz para Todos. Para agendar a retirada é só ligar gratuitamente para o número 147. Signis Brasil/ABERT
ABERT publica relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão

ABERT publica relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão

A ABERT divulgou na quarta-feira, dia 21, os casos de assassinatos, agressões, ameaças, intimidações, censura e ataques aos jornalistas e veículos de comunicação que aconteceram em 2017. O Relatório ABERT mostra, dentre os casos, um assassinato de jornalista e 82 momentos de violência não-letal, que envolveram pelo menos 116 profissionais e veículos de imprensa.   Para o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, os números apresentados continuam mostrando que há uma incompreensão da atividade jornalística no Brasil. “Além dessa falta de compreensão do trabalho exercido pela imprensa, há a questão da impunidade e a pouca eficiência do sistema punitivo do Brasil. São crimes que têm grande relevância social, muita visibilidade, e os casos não são solucionados, ficando o criminoso sem punição. Essa situação chega a ser um convite à agressão ao jornalista”, disse. Em relação ao ano de 2016, houve redução de 50% no número de assassinatos e 52,32% nos casos de violência não-letal.  As agressões físicas continuam sendo a principal forma de violência não-letal: foram 35 casos relatados (42,68% do total) em 2017, envolvendo pelos menos 59 jornalistas. Os principais alvos foram os profissionais de TV, jornal e rádio. Já os agressores foram, principalmente, os ocupantes de cargos públicos. Em seguida, estão populares e parentes dos alvos das reportagens.   Outra preocupação apontada é que o Brasil, mesmo sendo um país democrático e com instituições fortes, está ao lado de países onde não há democracia nem imprensa livre.   “Nós vivemos num país com democracia efetiva, com instituições públicas fortes, não é razoável que se tenha os números que vemos nesse relatório”, disse Tonet, ao citar levantamento da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que coloca o Brasil na posição de número 103 no ranking de liberdade de imprensa.   As ameaças respondem por 12,19% do total e merecem especial atenção, já que muitos casos não são relatados ou são minimizados por parte das vítimas. As decisões judiciais também estão registradas no Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão, mas não estão contabilizadas como violência não-letal. Em 2017, houve um aumento de 11,11% dos casos em relação ao ano anterior.   “Esse aumento é preocupante. Recorrer à justiça é um direito de todos. Nós temos muitos casos de decisões de juízes de primeira instância que violam o sigilo da fonte, que violam o princípio básico do jornalismo, tentando quebrar o sigilo. Mas felizmente, todas as tentativas de violações têm sido revisadas nos tribunais superiores,” concluiu o presidente da ABERT.   Confira a íntegra do Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão no Brasil: http://www.abert.org.br/web/images/Biblioteca/Liberdade/abert_relatorio_anual_2017.pdf     RCR/TudoRádio