O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, falou  neste final de semana sobre a força do Rádio e da TV nas eleições de 2018. A entrevista foi concedida ao Estadão. De acordo com Facó, as redes sociais não são capazes de eleger um candidato.


“As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”, destacou.


O especialista diz que o problema de quem aposta no poder das redes é achar que o eleitor brasileiro é aquele que vive nos grandes centros. 
“O Rádio e a TV ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta. A pessoa que não tem um grau de formação adequado também tem dificuldade em absorver informações escritas. Até os chamados memes precisam de um background cultural para serem traduzidos”, complementou. 

 

O especialista ainda ressaltou que milhões de seguidores não se traduzem em um resultado esperado. 

 

Finalizando, Facó falou sobre o “fake news”. “Tem o mito da fake news... Isso sempre existiu. Mas o que é fake news? Quando um candidato faz uma promessa que todo mundo sabe que não será cumprida, isso é fake news. Até que ponto a plataforma dos candidatos é verdadeira? Vai ser difícil fazer uma curadoria do que é fake ou não. A lógica é: se a fake news me é favorável, minha tendência é replicar; se é desfavorável, vou denunciar. Não vejo as pessoas querendo excluir as fake news. Elas querem excluir as fake news que serão desfavoráveis. Se você fala mal de mim é fake news. É o que o Donald Trump faz. Acredito que será uma campanha tão fake (falsa) quanto as fake news”, concluiu.

 

 

RCR/TudoRádio