Enquanto as operadoras de telefonia móvel e a indústria de infraestrutura reivindicam o aumento da alocação de espectro para a banda larga móvel, os radiodifusores afirmam que somente querem a banda de espectro que já está alocada para eles.
 

“Mas não queremos perder nada, mesmo que alguma coisa não esteja sendo usada na faixa dos 600 MHz, porque temos que investir em tecnologia e inovação”, disse Paulo Ricardo Balduíno, diretor da Abert, durante o Encontro TeleSíntese que teve como foco o debate sobre o uso eficiente do espectro.

 

A reivindicação da Abert já tinha sido ouvida pela Anatel. Em sua apresentação, Vitor Menezes, Superintendente  de Outorgas e Recursos  a Prestação da Anatel, ao falar das medidas da agência em pauta relativas ao espectro, disse que a agência vai proteger a faixa de 600 MHz para a radiodifusão, da mesma forma que vai destinar a faixa de 3,5 GHz para o SMP (5G) e SLP,  com todo o cuidado para garantir a operação das TVs que usam a antena parabólica. Disse que a agência também avalia o eventual uso da faixa 2,3 GHz pelo SMP.


 

Reserva desnecessária - Em sua intervenção, Balduíno, da Abert, citou a reserva de um volume desnecessário de espectro para o SMP que nem sempre acaba sendo usado. Também a vice-presidente de marketing da Ericsson, Georgia Sbrana, defendeu que a Anatel considere o uso a faixa de 600 MHz para a implantação da 5G ao lado da 3,5 GHz. Ela também disse que o desenvolvimento das redes 5G no país vai exigir a alocação de frequências mais altas para aplicações como as de carros conectados. É o caso, por exemplo, das faixas de 26 GHz e 42 GH etc.

 

 

RCR/AESP