Percorrendo o país ao longo dos últimos 95 dias, a Tocha Olímpica termina nesta sexta-feira, 5, a viagem que começou no último dia 3 de maio. Um dos principais símbolos das Olimpíadas, a chama amanheceu sob os braços abertos do Cristo Redentor, onde chegou pelas mãos do cardeal arcebispo da cidade, dom Orani Tempesta, em solenidade que contou com a presença do prefeito da cidade, Eduardo Paes e do padre Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor.

Na sequência, a tocha deu início ao último dia do revezamento pelas mãos da ex-jogadora Isabel – que disputou as olimpíadas de Moscou (1980) e de Los Angeles (1984). Ela não resistiu à emoção e chorou ao receber a tocha.

Do Cristo, a chama olímpica seguiu para o Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio. Nos jardins do Palácio, dois servidores mais antigos da prefeitura, Gyleno dos Santos, de 79 anos, e Idalício Oliveira Filho, de 88, fizeram o “beija chama” - momento em que a tocha passa da mão de um para o outro. Além de garçon, Gyleno coordena na prefeitura o projeto Nó da Dança, que ensina dança de salão aos funcionários da casa, atividade que “relaxa e mantém a mente ativa”, ressaltou ele, ainda emocionado pela oportunidade.

Discreto, o jornalista Idálio Oliveira Filho, deixou a solenidade sem falar com os jornalistas. Ele chegou à prefeitura há 39 anos para chefiar o Centro de Comunicação. Até os dias de hoje, Idalício mantém o hábito da redigir suas matérias em uma antiga máquina de escrever Remington, que mantém sempre lubrificada e em pleno funcionamento.

Com informações da Agência Brasil