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Igreja

Comissão para Comunicação dá orientações pastorais para as mídias católicas

Comissão para Comunicação dá orientações pastorais para as mídias católicas

Durante coletiva realizada na terça-feira, dia 17, na 56ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, apresentou o documento de estudos da CNBB número 111, intitulado “Orientações pastorais para as mídias católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”.   Dom Darci explicou aos jornalistas que o objetivo é causar uma reflexão entre os profissionais da comunicação e da mídia de inspiração católica, a fim de que eles possam “dar testemunho explícito de compromisso, de comunhão e de unidade como Igreja, expurgando todo tipo de concorrência que são tão presente nos meios não confessionais”.   “Há algum tempo, os bispos pedem uma palavra de orientação e normativa para as mídias de orientação católica e também, é claro, para os agentes da comunicação”, explicou dom Darci. Dentre as questões, estão temas referentes a doutrina, liturgia, a postura política, a venda de produtos religiosos por parte de religiosos.   Outro propósito do documento é ajudar os meios de comunicação da Igreja e seus agentes a formarem “um corpo evangelizador”. “Se há um pecado entre nós este é a falta de unidade e nós devemos perseguir esta unidade”, acrescentou o arcebispo.   Dom Darci frisou que o texto é fruto do empenho de todas a comissões episcopais pastorais da CNBB e também dos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). “Portanto, é um texto feito a muitas mãos. Estamos trabalhando nesse documento há mais de um ano”, explicou.   “É um documento de estudo, mais provocativo à reflexão. Depois de proposto e estudado e complementado, nossa intenção é preparar um documento ‘empenhativo’ e exortativo, talvez, se a Conferência assim o desejar, aprovado na próxima Assembleia Geral, em 2019”, esclareceu o arcebispo, convidando todos os agentes e profissionais da comunicação a contribuírem com sugestões ao texto.   Tanto as contribuições pessoais quanto as institucionais ao documento de estudo devem ser enviadas ao e-mail [email protected] O novo documento de estudo pode ser adquirido pela Edições CNBB por meio do site www.edicoescnbb.com.br.     RCR/CNBBFernando Geronazzo  
Setor Universidades apresenta projetos de auxílio aos migrantes na 56ª AG

Setor Universidades apresenta projetos de auxílio aos migrantes na 56ª AG

O setor universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB visa favorecer a integração e o diálogo entre diferentes iniciativas e experiências nas instituições de ensino superior de todo o Brasil.   De acordo com o arcebispo coadjutor de Montes Claros e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação, Dom João Justino de Medeiros Silva, a base da evangelização se dá a partir de três princípios.  “A base da evangelização é o anúncio, a formação do espírito comunitário ao redor da profissão de fé e o desdobramento com os compromissos que decorrem do compromisso do evangelho, seja de ajudar na comunidade ou transformar a sociedade”, explicou.   Durante a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que ocorre em Aparecida até o próximo dia 20 de abril, a Comissão partilhou duas de suas experiências: o “Núcleo de Ação Coletiva” e o “Projeto Milhas de Esperança”. A apresentação foi feita nesta segunda-feira, dia 16 de abril, pelo próprio Dom João Justino de Medeiros Silva, pelo bispo de Roraima (RR), dom Mário Antônio da Silva, e pelo assessor do Setor Universidades da CNBB, padre Danilo Pinto dos Santos.   Dom João Justino, em sua apresentação, afirmou que existem no Brasil cerca 15 mil estudantes estrangeiros e que algumas iniciativas existem por parte da CNBB para acompanhar esses alunos.   “São experiências que possibilitam concretizar a caridade cristã e o compromisso de construir uma sociedade fraterna e justa”, destacou Dom Justino.   Núcleo Ação Coletiva – Esse projeto deseja acolher e auxiliar os imigrantes que ingressam no Brasil por motivo de residência ou refúgio. São 21 voluntários, na maioria membros da Pastoral Universitária de Boa Vista (RR) e que realizam uma acolhida e atendimento prévio dos imigrantes. Para realização do projeto há uma parceria com a Polícia Federal.   “A Pastoral Universitária de Roraima organizou um serviço de apoio aos refugiados que estão saindo da Venezuela e entrando no Brasil por aquela fronteira. O reinício significa, pelo menos, conseguir solicitar um visto para permanecer no país, apresentar-se às autoridades locais preenchendo formulários. A pastoral universitária colabora com essas pessoas para que possam preencher esses formulários e buscar seus documentos e outras demandas iniciais do grupo que está chegando”, explicou Dom Justino. Estes trabalhos tiveram início em fevereiro do ano passado.   Milhas de Esperança – Esse projeto é organizado pelo Setor Universidades com a Associação dos Amigos do Noivo (ABAN) de Juiz de Fora (MG) e consiste em doar milhas ou pontos do cartão para o transporte de imigrantes para o estado de Minas Gerais, ajudando-os na inserção cultural e no mercado de trabalho.   O projeto oferece suporte na regularização da documentação, atualização da língua, inserção na cultura brasileira e no mercado de trabalho. “Criou-se uma forma de preparar melhor alguns desses migrantes. Têm condições de receber 20 migrantes por quatro meses que ali eles se preparam, os que estão munidos de documento, para o mercado de trabalho no Brasil”, disse Dom Justino.   O nome “Milhas de Esperança” surge justamente dessa necessidade de trazer os migrantes para Minas Gerais. “Esses irmãos devem sair de Roraima e vir para o sudeste, por isso a doação de milhas. É um processo que aqueles que têm milhas de viagem ofertem para essa associação, a qual vai oferecer a passagem para o migrante”.   Outras informações sobre o Setor Universidades e diversos projetos podem ser consultadas pelo site www.culturaeducacaocnbb.com     CNBB