As ações Scalabrinianas na América do Sul para os próximos três anos (2017 a 2019) foram definidas durante a IV Assembleia da Região Nossa Senhora Mãe dos Migrantes. O evento aconteceu entre 24 e 27 de abril, no Recanto São Carlos em Guaporé (RS). Participaram em torno de 120 missionários do Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile e Uruguai e membros do Movimento Leigo Scalabriniano (MLS).

 

O projeto missionário foi debatido com a presença do Conselheiro-geral em Roma, padre Luiz Antonio Diaz Lamus (CS).



“Nossa mensagem é de coragem. Vamos continuar caminhando. Não é hora de olhar para trás. É preciso abrir caminhos e continuar com muita coragem e ousadia para descobrir os caminhos do Senhor com os migrantes, nestas terras da América do Sul”, disse padre Luiz.

 

Segundo o secretário regional, padre Evandro Cavalli (CS), entre as prioridades do triênio, está a de reforçar a presença dos missionários nas comunidades religiosas, com a consequente revisão de posições pastorais. A congregação também quer priorizar a animação vocacional e responder aos novos desafios migratórios no continente.

 

“O fluxo de migrantes vem aumentando no Chile, na fronteira Chile/Peru, na Bolívia e no norte do Brasil, com a chegada de venezuelanos e haitianos”, evidencia padre Evandro.

 

130 anos - Durante a assembleia sul-americana a Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), celebrou missa comemorativa dos 130 anos de fundação, comemorados em 28 de novembro de 2017.  O superior regional, padre Agenor Sbaraini (CS), enfatizou a trajetória dos missionários de São Carlos.

 

“Ao reviver os passos feitos ao longo da história, reanimamos o espírito e percebemos como Deus esteve presente, atuando em nós em nossa fragilidade e capacidade, em benefício do povo migrantes e obedecendo sempre o “Ide e Anunciai a Todos os Povos o Evangelho”, ressaltou padre Agenor, que concelebrou acompanhado dos demais membros da direção regional.     

 

Cenário - Os Scalabrinianos chegam aos 130 anos com 669 membros, dos quais 559 são sacerdotes e 88 são religiosos da teologia que deverão ser ordenados nos próximos anos.

 

A formação dos padres e a animação vocacional são considerados desafios urgentes, por causa do crescimento das migrações e do avanço da média de idade dos atuais missionários. “Há sim preocupação com as novas vocações, sempre há. As necessidades vão aumentando, temos um bom número ainda, mas muda o panorama e as exigências formativas, porque muitas das novas vocações são asiáticas”, diz o superior.  

 

Entre as propostas para animação vocacional estão a reabertura de casas de formação na Argentina; a prioridade para a formação de formadores vocacionais; a prioridade da animação vocacional nas paróquias e a redução do tamanho de algumas casas de formação, como evidenciou o vigário regional, padre Alexandre Biolchi (CS). 

 

Dos atuais padres, 225 são italianos; 139 são brasileiros; 57 são mexicanos e 32 são haitianos. Já as novas vocações florescem na Ásia. Os futuros novos padres são: 31 do Vietnã; 17 da Indonésia; 6 das Filipinas e 13 do Brasil.

 

 


RCR/ Rede Scalabriniana de Comunicação