Durante a primeira entrevista coletiva da 56ª Assembleia Geral da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, bispo de Osasco (SP), falou à imprensa sobre as várias temáticas que abordadas no evento.


Além do tema central: “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”, mais de trinta assuntos serão trabalhados a fim de buscar a plena participação de todo o episcopado brasileiro nos dias de atividades.


Dentre os temas que serão abordados durante a Assembleia, a evangelização nos centros urbanos ganhará destaque.  Dom João Bosco ressaltou que essa é uma questão de análise de conjuntura que interessa a Igreja.


Outro tema que também trará reflexão aprofundada do episcopado é a manutenção do estado laico. 


“Muitos entendem o estado laico como um estado contra as religiões ou um estado ateu. Um estado laico é aquele onde todas as religiões tem o seu espaço e onde a liberdade religiosa realmente existe. O estado laico não se compromete com nenhuma religião e favorece a todas. Se temos um estado laico, temos uma nação religiosa”, explicou.


Sobre a formação dos padres, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS), diz que ‘novos tempos exigem adequações no processo’.


Ele explicou aos jornalistas que o objetivo da CNBB é adaptar as diretrizes em vigor, aprovadas em 2010 a partir das novas orientações da Congregação para o Clero intitulada Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, publicada em 2016, levando também em conta o recente magistério do Papa Francisco.
Sobre as mudanças na formação presbiteral com as novas diretrizes, Dom Jaime esclareceu que são, na verdade, adaptações às transformações da sociais e culturais que influenciam os candidatos aos ministério ordenado. 

 

“A CNBB congrega os pastores do povo de Deus na Igreja no Brasil” - O primeiro bispo a falar com a imprensa na Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da CNBB. 

 

Segundo explica ele, “a CNBB não é uma organização não governamental (ONG) e nem um parlamento, também não é um organismo da sociedade civil ou somente da Igreja. Ela é muito mais do que isso. A CNBB congrega os pastores do povo de Deus na Igreja do Brasil”. 


Dom Geraldo destaca que a Assembleia Geral é um evento eclesial por excelência e que participam dela os representantes de todas as dioceses do Brasil, pois mesmo nas igrejas particulares vacantes, os administradores diocesanos participam.

 

Cabe ao Conselho Permanente (Consep) preparar a pauta de trabalho das Assembleias da CNBB. 


“São 10 dias de trabalho intenso, mas num clima orante. Todos os dias celebramos a santa missa e temos momentos de oração ao longo do dia e no sábado e domingo os bispos realizam o retiro espiritual, que nesse ano será pregado pelo bispo emérito do Marajó, Dom José Luiz Azcona”, disse o arcebispo.

 

A 56ª Assembleia Geral da CNBB tem continuidade nesta quinta-feira, dia 12, em Aparecida (SP).

 

 

RCR/CNBB