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Papa Francisco envia mensagem à Cop 22

Papa Francisco envia mensagem à Cop 22

Nessa terça-feira, dia 15, o Papa Francisco mandou uma mensagem aos participantes da COP 22, que é a 22ª sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas. O encontro se realiza em  Marrakech, no Marrocos, até sexta-feira, dia 18. Quem recebeu a mensagem pontifícia foi o Ministro das Relações Exteriores e da Cooperação do Reino do Marrocos, Salaheddine Mezouar, também Presidente do evento. Na nota, o Santo Padre falou sobre degradação ambiental, destacando que  “a situação atual, fortemente ligada à degradação humana, ética e social que, infelizmente, vivemos todos os dias, interpela a todos nós, cada um com suas funções e competências, e nos reúne aqui com um renovado sentido de consciência e responsabilidade”.   Foi observado também que a conferência ocorre poucos dias após o Acordo de Paris entrar em vigor. “A sua adoção é uma forte tomada de consciência. Diante de temáticas complexas como as mudanças climáticas é necessário dar uma resposta coletiva responsável a fim de realmente colaborar na construção da nossa casa comum”, frisou o Papa, acrescentando ainda que, por outro lado, “a rápida entrada em vigor do acordo reforça a convicção de que podemos e devemos veicular a nossa inteligência para encaminhar a tecnologia, cultivar e limitar o nosso poder, e colocá-los a serviço de um outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral, capaz de por a economia a serviço da pessoa humana, construir a paz e a justiça, e salvaguardar o ambiente”. O Acordo de Paris traçou um percurso que toda a comunidade internacional é chamada a se comprometer. “A Cop 22 é uma etapa central deste percurso que incide sobre toda a humanidade, em particular sobre os mais pobres e nas gerações futuras que são a componente mais vulnerável do impacto preocupante das mudanças climáticas e nos lembra a responsabilidade ética e moral de agir sem demora, de forma livre de pressões políticas e econômicas, superando interesses e comportamentos particularistas”, explicou. Ainda falando sobre o Acordo, o Papa citou a solidariedade. “Uma das contribuições do Acordo de Paris é incentivar a promoção de estratégias de desenvolvimento nacional e internacional baseadas numa qualidade ambiental que podemos definir como solidária. O acordo incentiva a solidariedade para com as populações mais vulneráveis e se baseia nas fortes ligações existentes entre a luta contra as mudanças climáticas e a pobreza. Embora sejam muitos os elementos técnicos chamados em causa nesse âmbito, estamos conscientes de que não se pode limitar tudo à dimensão econômica e tecnológica: as soluções técnicas são necessárias, mas não suficientes; é essencial e necessário considerar atentamente os aspectos éticos e sociais do novo paradigma de desenvolvimento e progresso”, declarou o Pontífice. O Santo Padre destacou também dois campos fundamentais: educação e promoção de estilos de vida capazes de favorecer modelos de produção e consumo sustentáveis. Ele chamou a atenção para a tomada de consciência responsável para com a nossa casa comum. “A esta tarefa são chamados a dar sua contribuição todos os Estados, a sociedade civil, o setor primado, o mundo cientifico, as instituições financeiras, as autoridades de cada país, comunidades locais e populações indígenas”, disse.   Por fim, o Papa espera que os trabalhos da COP 22 incentivem as pessoas à “cultura do cuidado que permeie toda a sociedade”, o cuidado da criação, e do próximo.     RCR/RV
COP 22 debate sobre vigência do Acordo de Paris

COP 22 debate sobre vigência do Acordo de Paris

Está reunida na cidade de Marrakesh, Marrocos, a 22° Conferência Internacional sobre o Clima (COP 22). O evento, organizado pela ONU, acontece desde segunda-feira, dia 07, com a presença de 30 chefes de Estado e representantes de 196 países. Participam também industriais e ONGs. A principal discussão do encontro são os detalhes do Acordo sobre as Mudanças Climáticas, assinado em Paris no ano de 2015. Ele acaba de entrar em vigor e tem a finalidade de cessar o aumento da temperatura global em relação ao período pré-industrial. O oficial do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Theobald Vinciguerra, disse à Rádio Vaticano que “o Acordo de Paris é um texto muito geral, muitas coisas estão ainda a ser definidas e é precisamente o “como”, que está em discussão nestes dias”. Ele afirmou também que uma centena de países aprovou a convenção marco da ONU e o acordo em vigor, mas que há outras centenas de países que ainda não o fizeram. O desafio consiste, portanto, em "gerir duas velocidades, sem perder ninguém pelo caminho". Vinciguerra pontuou também que o mecanismo para conseguir evitar o aumento da temperatura global se chama ‘NDC'. A medida se refere à evolução tecnológica para as energias limpas, mudança dos transportes, diminuição ou remoção, reflorestamento. Uma série de iniciativas próprias que os países devem realizar por si, já que não existe padrão. A pergunta é como fazer com que a ‘NDC' aconteça nos mesmos moldes em todos os países e mirando metas ambiciosas. Cerca de 100 milhões de dólares em contribuições voluntárias serão destinados a essa causa. Centenas de ONGs estarão no encontro. Seu papel é incentivar esses trabalhos bem como os governos dos próprios países, além de realizar várias atividades adjacentes, conferências e seminários, propondo ainda uma reflexão sobre a fertilidade do solo na agricultura.   As religiões e o COP 22 – Há uma expectativa de um impulso ético e moral. Nesse quesito, entram as religiões. No COP 21, de Paris, a Santa Sé se baseou nos ensinamentos da “Laudato Si': não tanto em questões técnicas, mas pela ética e pela dimensão de justiça social. Outro tema foi a preocupação pela solidariedade e a justiça entre as gerações, o mundo deixaremos a elas.   RCR/SIGNIS ALC